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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Lição Próximo trimestre - II Corintios -"Eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas"



Fonte: CPAD

SUMÁRIO


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

Comentário: ELIENAI CABRAL
Consultor Doutrinário e Teológico: ANTONIO GILBERTO

Lições do 1º Trimestre de 2010

TEMA:


II CORÍNTIOS — “Eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas.”


Lição 1 – A DEFESA DO APOSTOLADO DE PAULO
Lição 2 – O CONSOLO DE DEUS EM MEIO À AFLIÇÃO
Lição 3 – A GLÓRIA DO MINISTÉRIO CRISTÃO
Lição 4 – A GLÓRIA DAS DUAS ALIANÇAS
Lição 5 – TESOURO EM VASOS DE BARRO
Lição 6 – O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO
Lição 7 – PAULO, UM MODELO DE LÍDER SERVIDOR
Lição 8 – EXORTAÇÃO À SANTIFICAÇÃO
Lição 9 – O PRINCÍPIO BIBLICO DA GENEROSIDADE
Lição 10 – A DEFESA DA AUTORIDADE APOSTÓLICA DE PAULO
Lição 11 – CARATERÍSTICAS DE UM AUTÊNTICO LÍDER
Lição 12 – VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR
Lição 13 – SOLENES ADVERTÊNCIAS PASTORAIS

Bibliografia sugerida:
Comentário Bíblico Beacon.
Comentário Bíblico Pentecostal.
Teologia do Novo Testamento, Roy B. Zuck.
Comentário Histórico Cultural, Lawrence O. Richards.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Lição 08 - O Pecado de Davi e suas Consequências


      
Texto Bíblico: 2 Samuel 11.2,4,5,14-17

O Tempo de os Reis Saírem à Guerra

      Havia uma época específica em que os reis saíam à guerra? Mesmo que muito ligeiramente, é importante que tal ponto seja abordado, pois ele contém elementos que preenchem lacunas referentes ao contexto daquele período e fornece pistas para entender o que de fato ocorreu naquela tarde fatídica. Pelo que se infere, por razões extremamente locais e relacionadas ao clima, as guerras tinham datas para acontecer: “O profeta aproximou-se do rei de Israel e lhe disse: ‘Vai adiante corajosamente, mas pensa no que deves fazer, pois no ano que vem o rei de Arâm subirá para atacar-te’” (1 Rs 20.22 – TEB [i]). Assim, o texto bíblico é claro e óbvio a este respeito: “E aconteceu que, tendo decorrido um ano [após a última guerra], no tempo em que os reis saem para a guerra, enviou Davi a Joabe, e a seus servos com ele, e a todo o Israel, para que destruíssem os filhos de Amom e cercassem Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém” (2 Sm 11.1), ou seja, é algo perfeitamente comum para quem lesse a narrativa à época. O que deve causar estranheza é exatamente o fato de Davi — um homem de guerra —, não ter ido ao combate, já que esse expediente era praxe e algo quase que protocolar para os reis. Autoconfiança? Cansaço? Desinteresse? O que fez com que o “homem segundo o coração de Deus” resolvesse ficar no palácio real? Evidentemente que, como já foi dito, não é o propósito de a narrativa enfatizar o pecado de Davi e sim o desenrolar do plano de Deus que culminará na Aliança Davídica, [ii] mas para o tema do capítulo, faz-se necessário discutir o assunto nesta ótica:

      [...] É óbvio que a Bíblia não entra em detalhes para descrever como foi o processo que culminou no desastroso ato, restringindo-se apenas a registrar a sua concepção, com o ócio do rei no terraço do palácio, e as conseqüências de tamanho lapso moral para um homem segundo o coração de Deus. Como somos apressados na análise da passagem e de seu contexto, a nossa tendência, geralmente, é achar que tenha sido um deslize fugaz, alimentado pela involuntária visão da mulher desnuda banhando-se à vista da casa real. “Foi fruto de um momento psicológico”, afirmou alguém certa vez. Mas uma leitura acurada do texto bíblico leva-nos a concluir que se tratou de algo muito além de um simples e despretensioso olhar. [iii]

      Tal conclusão não é fruto da criatividade do autor, mas o resultado de pesquisas acerca do contexto em que os fatos se desenrolaram, sendo, como disse na abertura do capítulo 4, um exercício imprescindível para todos que querem, de fato, ensinar a Palavra de Deus com seriedade e compromisso (Rm 12.7b; 2 Tm 2.15).


      A Decadência de Davi


      As mulheres dos súditos pertenciam aos reis? Se havia tal costume, é preciso lembrar que, enquanto para os outros povos o rei era um deus, para Israel a política era totalmente distinta e antagônica, pois o próprio Yhwh ditava as regras de como o líder da nação deveria se comportar (Dt 17.16-20). Nas prescrições incluía-se — como não poderia deixar de ser —, vetos em relação ao sexo oposto. Ademais, o rei de Israel deveria cumprir as ordens de Deus que, na realidade, era o real Soberano daquele povo (At 13.22). Assim, seguindo essa hipótese, só temos duas opções: ou houve consentimento de Bate-Seba e, nesse caso, muito provavelmente eles já flertavam, ou então o pecado de Davi foi ainda pior e também se configura como estupro. Geremias do Couto sustenta a primeira tese:

      Como percebeu Grant R. Jeffrey, a primeira coisa que salta aos olhos é o grau de proximidade entre a família de Bate-Seba e a corte palaciana. Tanto Eliã, o pai daquela mulher formosa à vista, quanto Urias, o marido traído, pertenciam à nata da elite militar de Israel, composta de trinta e sete oficiais que, certamente, cuidavam da segurança do monarca. Como tais, viviam o dia-a-dia palaciano. Deduz-se, a partir disso, que Bate-Seba não era uma ilustre desconhecida, mas com certeza freqüentava a casa real, principalmente em ocasiões solenes e festivas, conhecendo a intimidade da corte. Não é nenhum exagero de interpretação admitir que o rei já a vira outras vezes e, quem sabe, aí tenha nascido a lascívia em seu coração. [iv]

      À luz dessa perspectiva, fica mais claro o porquê de o casal adúltero ter tanta “facilidade” de consumar um ato em plena claridade do dia, dentro do palácio real, tendo Davi outras mulheres e filhos já grandes. Era muita tranquilidade para tamanho erro. O que será que levou Davi a quase perder a salvação, o reino e a família, em troca de alguns momentos de prazer carnal? Essas sim são questões que devem nos fazer pensar e refletir, pois muitas vezes caminhamos em direção a um abismo e perdemos totalmente a noção do perigo que nos cerca. A proximidade com o sexo oposto, seja no caso de líderes ou não, deve sempre ser marcada pela discrição, respeito e temor a Deus, pois, caso contrário, o desastre é certo. Geremias do Couto fundamenta ainda mais a sua posição defendida ao dissertar da seguinte forma:

      Outro ponto que importa, ao tecermos a cronologia do pecado de Davi, era o fato de Bate-Seba residir nas cercanias do palácio a ponto de ele, do terraço, ter condições de invadir visualmente a privacidade da mulher. É possível pressupor, sem forçar a narrativa bíblica, que eram residências oficiais destinadas àqueles que desfrutam da intimidade do poder. Mas, por último, como aconteceu comigo, você se surpreenderá ao descobrir que Bate-Seba era neta de Aitofel, principal conselheiro do rei, uma espécie de chefe da casa civil do governo. [v] Que ela tinha acesso às antecâmaras reais, não resta nenhuma dúvida. Assim, o raciocínio fica completo quando você acrescenta a última peça do quebra-cabeças: contrariando o costume de o rei acompanhar o exército nas operações de guerra, Davi preferiu permanecer no palácio, enquanto os seus soldados combatiam os amonitas. Para quê? Deduza você mesmo. [vi]

      É possível que, se o raciocínio acima estiver correto, o narrador não tenha nem se dado conta de que o banho da mulher e o fato de Davi não ir à guerra na verdade não são meros acidentes, mas uma trama para consumarem aquilo que eles já acalentavam. Assim, Geremias do Couto conclui sua argumentação:

      Em outras palavras, tudo leva a crer que o adultério do rei foi algo laboriosamente premeditado nos escaninhos da mente. Levou tempo para ser consumado. Tudo indica que o ócio no terraço e o banho simultâneo da mulher foram alguns dos ardis do plano, racionalizados para que o desfecho parecesse algo repentino e involuntário, do qual Davi pudesse afirmar não ter tido culpa alguma. Isto se torna ainda mais claro pelas medidas que tomou ao saber que Bate-Seba ficara grávida. Na maior cara-de-pau, tentou tapar o sol com a peneira, chegando ao cúmulo de ser “generoso” com Urias, oferecendo-lhe a oportunidade de afastar-se do calor da guerra e passar uma noite em casa com a esposa, na tentativa de prover “outra” paternidade para o bebê. Por fim, como a iniciativa não funcionou, teve o desplante de dissimular o homicídio de Urias para não passar à história como covarde. Só que a última palavra sempre pertence a Deus, que, na hora certa, desmascarou a atitude pérfida de Davi. [vii]

      É difícil confrontar tal posição, pois não são conjeturas. Incluso ainda nesse mesmo problema, está a verdade de que, do ponto de vista da Torá, nem sendo marido Davi poderia ter relações com Bate-Seba, pois o texto diz claramente que ela estava se purificando (2 Sm 11.2-4). [viii] Isso significa que, se Bate-Seba havia acabado de fechar o ciclo menstrual, por um preceito da Lei estava impedida até mesmo de entrar no palácio e de tocar em qualquer coisa (Lv 15.19-30). Mas o que causa perplexidade em toda a questão é exatamente o fato de Deus ter ordenado que o rei de Israel deveria transcrever num livro a Lei e estudá-la para que não viesse a cair em pecado ou infringir os mandamentos do Senhor (Dt 17.18-20). Isso mostra explicitamente que Davi era profundo conhecedor da Palavra de Deus, algo de que ninguém duvida, pois os seus próprios numerosos e belos Salmos sugerem isso. [ix]


      As Consequências do Pecado de Davi


      A lista daqueles que foram afetados diretamente pelo pecado de Davi é extensa: ele pecou contra Bate-Seba; Eliã; Urias; as suas sete esposas (Mical, Ainoã, Abigail, Maaca, Hagite, Abital e Eglá); seus filhos (Amnon, o mais velho; Quileabe, ou Daniel; Absalão; Adonias; Sefatias; Itreão; e Tamar — todos esses nasceram em Hebrom, mais ainda há outros que nasceram em Jerusalém — 1 Cr 3.1-9); as suas dez concubinas (com quem ele, inclusive teve filhos — 1 Cr 3.9); o profeta Natã; contra o seu próprio povo que o admirava (inclusive mulheres — 1 Sm 18.6,7); os 600 homens que se juntaram a ele quando da “peregrinação involuntária” no tempo de Saul — 2 Sm 22.2; 23.13; além de vários outros grupos (1 Cr 12.1-22; 1 Cr 12.38; 1 Cr 11.15-19); as nações (1 Cr 14.17 — neste caso particular, a repercussão foi tão negativa que o narrador registrou: “Mas, posto que com isto deste motivo a que blasfemassem os inimigos do Senhor” — 2 Sm 12.14, ARA); a Lei; [x] e o pior de todos ― Deus ―, algo que ele mesmo admitiu: “Pequei contra o Senhor” (2 Sm 12.13).

      Diferentemente do que alguém pode presumir, a confissão não ocorreu tão rapidamente assim. Deu tempo de ele saber que a mulher estava grávida, o que, provavelmente ela só pôde perceber, no mínimo, um mês depois (possivelmente por não ter ocorrido o próximo ciclo menstrual). Nesse momento, as coisas começam a se complicar ainda mais, pois Davi agora precisa “esconder” o mal feito. Assim, como todos conhecem a história, primeiramente há uma tentativa de fazer com que pareça que o filho é de Urias (2 Sm 11.6-13), tentativa frustrada, vem então o “plano B”, e aí o que já estava terrível fica sombrio, macabro e extremamente calculista: assassinar o soldado e ficar com a mulher (2 Sm 11.14-25). Assim, acreditando que o caso estava resolvido Davi, aguarda o período de luto de Bate-Seba e depois a recolhe como mulher, entretanto, o texto bíblico registra categoricamente: “Porém essa coisa que Davi fez pareceu mal aos olhos do Senhor” (2 Sm 11.27b). Flávio Josefo comenta que

      Deus olhou com cólera para esse ato de Davi e ordenou a Natã, num sonho, que o repreendesse severamente de sua parte. Como o profeta era muito sensato e sabia que os reis, na violência de suas paixões, consideram pouco a justiça, julgou que, para melhor conhecer as disposições do soberano, devia começar por falar-lhe docemente antes de chegar às ameaças que Deus havia ordenado. [xi]

      Uma das questões que fica pendente é: Por que Davi não sofreu as sanções da Lei? É possível que a “pena” para Davi tenha sido alternativa, pois Natã, após tomar as precauções colocadas por Josefo, preveniu-o acerca dos infortúnios que se seguiriam: “[...] não se apartará a espada jamais da tua casa”; “[...] tomarei tuas mulheres perante os teus olhos, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com tuas mulheres perante este sol” e, finalmente “[...] o filho que te nasceu certamente morrerá” (2 Sm 12.10,11,14). Essa última sentença indica que a criança já havia nascido. Isso significa que, no mínimo, o pecado ficou “encoberto” por nove meses. Não considerando, claro, as hipóteses de que a criança possa ter nascido prematuramente, o que faria com que o tempo fosse menor, mas também dá margem à possibilidade de que a criança pudesse ter dez, onze meses, um ano ou até mais, não sabemos. Infelizmente, tal fato divide a vida de Davi em duas fases, assim como a unção também o fez. É provável que por cerca de vinte a vinte e cinco anos Davi tenha as sanções mais terríveis que se possa imaginar: filha violentada pelo meio-irmão; assassinato de meio-irmão para vingar a violência sexual de Tamar; usurpação do trono real por duas vezes e por dois filhos diferentes; filho que abusa das concubinas do pai enquanto este se evadiu (2 Sm 13―18; 1 Rs 1).


      Conclusão


      Todas as vezes que alguém quer justificar determinadas práticas improcedentes e ainda assim permanecer liderando ou aspirando liderança, apela-se para o exemplo de Davi. Entretanto, é preciso lembrar que os poucos momentos de prazer que o “homem segundo o coração de Deus” teve diluiram-se em muitos anos de dor, sofrimento e estigma. Mais do que isso, é imprescindível entender que Davi (mesmo tendo sido perdoado e, com certeza, um dos grandes homens de Deus) não se constitui em um referencial para os cristãos, antes, o referencial dos crentes é o Senhor Jesus Cristo (Ef 4.13). E é bom entender que Paulo se refere a Jesus quando Ele andou aqui na Terra, ou seja, plenamente humano, pois este é o propósito de Deus: que sejamos reposicionados originalmente ao estado em que Ele criou a humanidade ― algo que só é possível por intermédio de Jesus Cristo e seu Divino Espírito Santo (1 Co 3.18).



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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A importância da apologética cristã para salvar os perdidos nas seitas e heresias


Fonte:Blog do Marcelo Oliveira


      Conheço um moço que desde muito criança sentia uma imensa alegria de estar na presença do Senhor. Sua família não era evangélica, mas em suas férias escolares gostava muito de ir à casa de seus tios cristãos assembleianos, onde era levado à igreja, ouvia a Palavra e se convertia ao Senhor (Rm 10.17).

      Quando retornava ao seu lar não evangélico ninguém o leva para igreja e por ser criança ainda, esquecia-se com o tempo da sua decisão de servir a Cristo. Certa feita um amigo de seu pai ofereceu gratuitamente um "curso bíblico", sem pestanejar este pequeno garoto aceitou e começou a "estudar" as Escrituras.

      Com o tempo foi percebendo, que estava aprendendo um ensino totalmente "novo", outro "evangelho" (Gl 1.6-9) no qual foi ardilosamente convencido por uma tradução não fidedigna das Escrituras (Tradução do Novo mundo das Escrituras Sagradas) a questionar tudo o que havia aprendido quando criança. Decidiu, então, convencido desta "verdade" tentar evangelizar seus tios amados, que quando pequeno levava-o para igreja. Ao chegar à casa de seus tios falou que estava indo para "igreja". Eles de imediato ficaram felizes, então o jovem começou a demonstrar o que estava aprendendo na tentativa de mostrar aos seus tios, que eles estavam errados e os Testemunhas de Jeová certos em suas convicções.

      Seus tio e pastor ouviu atentamente e sabiamente não questionou as frágeis argumentações do jovem. Porém, outra tia que não estava na ocasião, professora de EBD passado poucos dias, foi visitar o jovem em seu lar. Abriu a Bíblia e mostrou o evangelho de Cristo para o jovem, tirou dúvidas semeadas pelos Testemunhas de Jeová. Mas, mesmo ouvindo toda explanação bíblica de sua tia ficou dividido entre o que havia aprendido com os TJ e o que sua tia lhe explicará.

      Durante o tempo em que "estudou" com os Testemunhas de Jeová este jovem leu a Bíblia toda e dezenas de publicações da seita, e estava fortemente convicto que esta com a "verdade" a qual passou a anunciar de casa em casa.

      O núcleo evangélico de sua família desde que tomou conhecimento desta "conversão" passou a evangelizá-lo, a orar e a também demonstrar mediante as Escrituras os ensinamentos de Cristo. Certa noite o jovem bastante confuso, porém já quase prestes a se batizar e se tornar um TJ este jovem começou a orar a Deus pedindo orientação. Sentiu a mesma sensação do apóstolo Paulo indo pelo caminho de Damasco quando caiu cego e depois de alguns dias voltou a enxergar (At 9). Naquela noite ele viu uma luz na janela de seu quarto e quando acordou no outro dia já não cria em mais nada dos ensinamentos errôneos das testemunhas de Jeová.

      Passado alguns anos este jovem voltou para a igreja cristã na qual os seus tios o apresentara desde sua meninice, tornou-se um dos lideres de mocidade, professor de EBD e obreiro do Senhor. Sempre chamado para dar uma palavra sobre o perigo de não conhecer a bíblia e de ser enganado por grupos pseudo-cristãos. Sua família cada dia mais esta se chegando aos pés do Senhor! Neste momento este jovem esta terminando mais um de seus artigos para o seu blog.

      Glória ao Senhor! Por me libertar dos enganos de ensinos heréticos e estar me capacitando a ensinar a Palavra e defender a sã doutrina (Cl 2.8; Jd 3; Jo 8.32, 36). Sei muito bem o quanto é importante ter em nosso meio irmãos, que manejem bem a Palavra da Verdade e que saibam defender o genuíno evangelho para resgatar os perdidos nas seitas e heresias.



quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Lição 7- A expansão do reino Davídico


Subsídio fornecido pela CPAD

Texto Bíblico: 2 Samuel 5.6-10


    A Primeira ação de Davi como rei foi um golpe de engenhosidade política. Nem Maanaim, onde Isbosete havia reinado, nem Hebrom, que havia sido capital de Judá, eram adequadas para ser a capital da nação. A primeira ficava na Transjordânia, fora da própria terra da Palestina; a segunda estava longe, ao Sul, identificada muito mais com a tribo de Judá. Assim Davi e seus homens vieram a Jerusalém, uma antiga cidade jesubita, situada no sul de Benjamim, mas não distante da fronteira norte de Judá. Ela fica em um planalto da região montanhosa, aproximadamente 32 quilômetros a oeste da extremidade norte do mar Morto. O terreno é fortificado pela própria natureza de tal maneira que, em tempos antigos, foi capaz de resistir a longos cercos. Embora situada no coração da Palestina, a cidade então chamada de Jebus – jamais fora conquistada pelos Israelitas, e era ocupada por uma Tribo cananita conhecida como “jebuseus”.

    A guarnição de defesa de Jerusalém era tão confiante, e sentia-se tão segura, que seus líderes insultaram a Davi com palavras que deveríamos provavelmente traduzir como: “Não podes entrar aqui, porque até mesmo os cegos e os coxos podem repelir os teus ataques”. Sua exultação duraria pouco, pois os homens de Davi logo anularam as defesas e entraram na fortaleza. A referência ao canal, mais propriamente, ao túnel de água, não está inteiramente clara, mas pode fazer referência a um duto não vigiado através do qual os soldados de Davi foram capazes de rastejar, e passaram dessa forma pelas meticulosas defesas. Tem sido sugerido que o sistema de água descobertos pelos arqueólogos do Fundo de Exploração da Palestina, pouco depois de 1922, pode ser identificado a entrada. Este sistema consistia de um poço ligado a um túnel vertical que levava a uma fonte do lado de fora dos muros. O texto em 1 Crônicas 11.4-7 identifica Joabe como capitão que conduziu ousada expedição. O insulto dos jebuseus fez sugerir o provérbio: Nem cego nem coxo entrarão na casa.

    Um nome familiar por todo o restante do Antigo Testamento é encontrado pela primeira vez aqui. Sião (v.7) era o monte sobre qual a fortificação dos jebuseus estava situada, e, posteriormente, se tornou o local para onde Davi levou a Arca da Aliança. O nome foi mais tarde estendido para incluir toda a área do Templo, e o monte Sião tornou-se um deleite e a alegria do povo de Deus ao longo dos séculos. Esta se tornou conhecida como a Cidade de Davi.

Depois, Davi parte em rota de colisão contra os poderosos filisteus no vale de Refraim e, a seguir, dirige-se contra Gate (1 Cr 18.1), culminando na completa desorganização filisteia (2 Sm 5.17-25). Enquanto enfrentava as ameaças fronteiriças, Davi fortificava-se diplomaticamente com outras nações. Estabelece alianças com Hirão, rei de Tiro (2 Sm 5.11; 1 Cr 14), e Tói, rei de Hamate (2 Sm 8.10). Contudo ao tentar fazer aliança com os amonitas, estes, desdenham o acordo, e contratam mercenários siros para pelejarem contra Israel. Essa malfadada atitude dos amonitas culminou em sua completa derrota (2 Sm 8.10).

Bibliografia

GONÇALVES, José. et. al. Davi, As vitórias e as Derrotas de um Homem de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

MULDER, Chester O. et. al. Comentário Bíblico, Beacon, v 2. Rio de Janeiro: CPAD 2008.



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domingo, 8 de novembro de 2009

Ortodoxia e ortopraxia cristãs


      Dois conceitos interessantes para conhecermos e promover um debate destas práticas no meio cristão. Estudando a etimologia destas palavras temos: orto (correto) doxia (opinião ou louvor), portanto ortodoxia seria um sinônimo de crença correta ou sã doutrina (Jd 3). Já o termo orto (correto) praxia (prática) seria sinônimo de prática correta. Para vermos a importância da união destas duas práticas para vida cristã vamos transcrever abaixo a parábola do Bom Samaritano.

      E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês? E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás. Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo? E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão; E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele; E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar. Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira. (Lc 10.25-37)

      Nesta parábola temos três personagens: o sacerdote, o levita e o samaritano. O sacerdote e o levita representam ou deviam representar a ortodoxia, conheciam a lei mosaica, já o bom gesto do samaritano a ortopraxia. Quando vivemos uma vida cristã conhecendo a sã doutrina e não praticando o amor ao próximo nós assemelhamos ao sacerdote e ao levita. Seremos apenas religiosos ocupados com nossos ofícios na casa de Deus, não socorrendo as almas feridas pelo inimigo durante a estrada da vida. Quando procedemos como o bom samaritano estamos praticando a ortopraxia cristã, pois estaremos manifestando o amor ao próximo que o Senhor espera de nós (Mt 22.37). O interessante nesta parábola é que o samaritano não fazia parte do povo de Deus (Israel). Em nossos dias muitos não-cristãos, como os espíritas têm demonstrado muitas vezes mais amor ao próximo dos que os cristãos.

      O Senhor quer conheçamos as sagradas letras (Jo 5.39), mas também que venhamos praticá-la. O que observamos com a proximidade do arrebatamento da igreja é o que o amor de muitos tem se esfriado (Mt 24.12). Nós cristãos temos que compreender que temos uma grande comissão (Mt 28.18-19) de levar o evangelho a toda criatura para isso não podemos abrir mão da ortodoxia bíblica, porém também não devemos esquecer da ortopraxia cristã. Zelando pela Palavra de Deus, mas tendo amor aos perdidos tratando de suas enfermidades, desta forma herdaremos a vida eterna com Cristo (Lc 10.25,34-37)


João 3.16



     A simplicidade do evangelho genuíno é admirável! Recentemente em um culto para crianças, uma serva de Deus ministrou a respeito de uma criança de rua e falou muito ao meu coração. Quero compartilhar com vocês esta mensagem.

     Em muitos lugares em nossas cidades existem muitos meninos de ruas. Na estória que vamos contar o menino se chama João. João estava todo machucado e com fome, como não tinha nada para comer, cheirava cola para passar a fome.

     Certo dia, João com muita fome avistou uma senhora muito bem vestida e disse para ela: “Estou com fome, a senhora não tem algum trocado para me dar?". Ela respondeu: “Com a vida moderna, eu não ando mais com dinheiro, mas somente com cartão, por isso estou sem nenhum trocado para te dar, mas do outro lado da rua naquela casa branca, tem uma senhora que sempre ajuda os meninos de rua. Mas, tem um segredo, quando você chegar lá e bater palmas diga bem alto: JOÃO 3.16.

     O menino com muita fome não hesitou, foi para frente da casa e bateu palma bem forte e gritou: JOÃO 3.16. Ao ouvir chamar em sua porta uma gentil senhora saiu e foi ver quem era e viu um menino franzino e machucado. A senhora abriu a porta, colocou o menino em um confortável sofá enfrente a uma Lareira. O menino se aquecia e pensava como é bom esse João 3.16, que tira o menino da rua e aquece o nosso frio!

Passado um tempinho e o menino ainda se aquecendo a senhora prepara para ele uma surpresa! Uma mesa cheia de doces, salgadinho e refrigerantes. O menino comia, e pensava como é bom esse João 3.16, que tira o menino da rua e dá alimento para matar a nossa fome!

     O menino comeu que se fartou, mas estava sujo ainda. Enquanto o menino comia estava sendo preparada mais uma surpresa! Depois de comer e passado um tempo o menino foi apresentado a uma banheira e havia um cheiro muito bom no ar de shampoo, e a água com sabão tinha uma aparência muito boa como uma nuvem toda branquinha! O menino se lavou e tirou toda a sujeira de seu corpo. Então, menino voltou a pensar como é bom esse João 3.16, que tira o menino da rua, limpa e tira toda a sujeira. O menino gostou tanto de tomar banho, que ficou exausto e depois de tomar banho dormiu.

     Quando o menino acordou estava em uma cama toda confortável, bem coberto espreguiçou -se dizendo como é bom esse João 3.16, que tira o menino da rua e do frio e coloca em um lar confortável. Quando acordou a Senhora que o acolheu contou a história do amor de Deus pela humanidade e fez um convite para o pequeno aceitar a Jesus. O menino sem pestanejar aceitou. Passado alguns anos este menino já um moço passou a pregar o evangelho a respeito do amor de Deus por toda a humanidade!

     Infelizmente, mensagem cristã como contida no versículo que é o texto áureo da Bíblia não são mais pregadas hoje em dia. Voltemos a pregar e anunciar o que diz este belo versículo:

     "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. "

     A igreja deve voltar a evangelizar mostrando o amor pelos perdidos não só em discursos vazios, mas na prática do amor verdadeiro que transforma a nossa sociedade e glorifica o Senhor!

     No amor de Cristo!

Cultos

(Em breve)